sábado, 8 de junho de 2019

Desisto

Em 2018, depois de eu passar 3 anos e meio diariamente sendo chamado de monstro, horrível, demônio, tio mal, e daí só pra baixo, porque essas são realmente as coisas mais leves. E detalhe, chamado dessas coisas quase diariamente na minha cara, não era nenhum disse-me-disse. Então, depois de 3 anos e meio disso, ao final de 11 anos inteiros sendo chamado das maiores atrocidades que você pode imaginar. 11 anos recebendo ódio gratuito, porque a coisa que eu mais fazia era me dobrar em mil pra ajudar qualquer um que fosse e todos viam isso e ainda assim o ódio era gratuito e verbal e constante. Não foram 11 minutos, nem 11 dias. Foram 11 anos. Foram exatos 4.479 dias. Foram ao menos QUATRO MIL declarações gratuitas de ódio na minha cara. Depois disso tudo, eu fui dispensado como alguém que se livra de uma dor de cabeça chata.

Isso aí foi o que fodeu comigo

E mesmo assim todas as pessoas ao meu redor ficam dizendo que eu preciso voltar a dar aula.

E sabe qual é o pior? Eu provavelmente vou. Porque eu não sei fazer outra coisa.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Tea was made to be spilled.

Olha, eu confesso ser a pior pessoa pra falar sobre o que os outros pensam. Eu sempre levei a minha vida da forma que eu quis e o que qualquer um pensasse sobre mim era problema deles. Só que eu passei os últimos anos ouvindo tantas vezes que eu sou um ser humano horrível que chega uma hora que você começa a acreditar. Eu passei os últimos meses com essas palavras repetidas tantas vezes na minha cabeça, mas no final das contas eu lembrei de duas coisas que ouvi ao longo da vida:

1. "What other people think of you is their problem" (RuPaul)

2. "Só você pode deitar a sua cabeça no seu travesseiro à noite" (Geneci - um professor de Português que eu tive na oitava série).

Minha mãe diz muito que eu preciso aprender a engolir sapo. Que aos 31 eu deveria saber que tem coisa que eu preciso fazer, mesmo não achando certo. E então eu lembro das palavras do Geneci e penso nas coisas que são mais importantes pra mim. E a minha paz de espírito sempre veio em primeiro lugar. Então eu não vou ficar me doendo e me mutilando emocionalmente porque as pessoas não gostaram quando eu apenas fiz o melhor que eu poderia ter feito. Minha cabeça deita no travesseiro tranquila de saber que eu fiz o que eu achei que era certo e defendi a minha verdade por completo, não importa a consequência. 

Claro que as pessoas são diferentes e muitos são os que preferem engolir sapo para manter uma situação confortável. Freud dizia que a natureza básica humana é feita para manter o equilíbrio e o prazer (no sentido de satisfação completa). O meu equilíbrio está em saber que eu defendo a minha verdade.

E, se alguém não gosta dela, é problema da pessoa e não meu.

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"Everything falls into place". Não vou dizer que tudo está claro e encaixado, mas é bom saber que as peças começam a se alinhar.