Às vezes a vida realmente parece um filme e em muitas ocasiões os gêneros mudam. Se você dá asas à sua imaginação, é capaz até de ter um narrador de vez em quando.
E foi basicamente o que me aconteceu.
Vi uma menina sentada à porta de seu trabalho em um choro desesperado ao receber notícia que um amigo de proximidade por mim desconhecida havia perdido a vida por conta do furacão Sandy.
A cena era de cortar o coração de qualquer pessoa.
Eu apenas olhava pra ela.
Por meio minuto nenhum pensamento me tomou a cabeça até que uma semente de inveja surgiu e tomou todo o espaço.
Inveja pelo sentimento. Inveja pela demonstração. Inveja por ser uma pessoa normal que chora desesperada ao perder um amigo. Inveja que não me fazia querer tirar nada dela, apenas inveja que me deixava na dúvida de qual enredo do meu filme eu esqueci de editar.
Como disse James McAvoy em O Procurado, " ultimamente só o que me preocupa é que eu não me preocupo com nada". Diferente de McAvoy, o meu personagem já está assim há tanto tempo que já parece uma segunda natureza.
"I got away from you, I never thought I would".
Como disse James McAvoy em O Procurado, " ultimamente só o que me preocupa é que eu não me preocupo com nada". Diferente de McAvoy, o meu personagem já está assim há tanto tempo que já parece uma segunda natureza.
"I got away from you, I never thought I would".
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