quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Olás!

Eu não vou começar dizendo que é uma verdadeira surpresa que eu não me tornei aquela pessoa sempre positiva e sorridente disposto a verem todos sempre bem. A quem estou querendo enganar? É bem verdade que, uns cinco anos atrás, quando estava na metade dos meus early-twenties eu era sempre absurdamente otimista. Vale notar que eu não fiz a travessia completa, eu não me considero nem hoje, nem em nenhum ponto da minha vida até agora, um pessimista. Na verdade eu estou, como há muito venho dizendo aqui, no meio do caminho. Eu não espero nada, nem bom nem ruim, nem feliz nem triste.

Este espaço vem sido, há alguns anos já,  uma área dedicada à minha falta de coragem em expressar o que me perturba no presente, seja o que for. E eu estava aqui pensando em como faz tempo que não escrevo... basicamente em lugar nenhum: nem aqui, nem no Blurrei e eis que eu me lembrei do meu primeiro blog: A Lixeira Pensante. Até hoje gosto do título, confesso. Comecei a escrever nele quando tinha dezoito anos e fui até os vinte e dois. É sempre uma era muito tenra na vida de uma pessoa e vale muito a pena lembrar.

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Algo que este blog e a lixeira pensante possuem em comum: eu sempre dou espaço ao meu déficit de atenção e nunca o segundo parágrafo tem algo a ver com o primeiro e por então segue o padrão. Por um lado acho saudável ter onde não precisar reprimir o que é uma verdadeira dificuldade na minha vida. Porém, percebi uma coisa: comecei a lixeira pensante pouco antes do natal de 2006, o que já se aproxima da primeira década. I was eighteen, going nineteen e já sabia há muito tempo fazer essa referência, hoje são vinte e sete quase virando vinte e oito e quase nada ainda é a mesma coisa. Graças a Deus.

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É a primeira vez em quatro anos que estou num emprego onde serei pago no mês de fevereiro. Espero não perder este emprego nunca. É uma porta que me faz muito feliz ter sido aberta e tento me empenhar sempre para manter assim. Porém o medo é sempre enorme e constante e, como sempre, tira meu sono com frequência.

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Lendo um texto da Lixeira, fiquei com vontade de ouvir o Blackout da Britney Spears. Sinto-me bem melhor já nos primeiros noventa segundos de música e o fato que tirei muita coisa de mim ajudou bastante.

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Aaaah, gente. Quero saber do meu aniversário, não. Honestamente, foda-se. Finalmente cheguei ao ponto onde quero que ele se foda na mesma proporção que ele sempre tenta me foder. Cansei.

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Gimme gimme more, gimme more, gimme gimme more.

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