É estranho,
não é? A gente não é adolescente faz tempo, mas ainda não é exatamente adulto.
Estou nesse meio do caminho que não consigo entender direito, onde ainda posso
dizer que tenho a vida toda pela frente, mas já tenho uma coleção considerável
de memórias que me trazem tanto alegria quanto arrependimento.
A aceitação
de que tudo tem um fim bate com uma força inexplicável. Os ataques de pânico
toda vez que penso que irei um dia fechar os olhos para nunca mais abri-los
(espero poder fechá-los) e deixar para trás tudo pelo qual já lutei se cessaram
imediatamente simplesmente porque eu já não sou mais tão jovem.
E é isso
que faz a diferença, certo? Por mais no meio que esteja, estou mais perto de
fazer 30 anos do que estou do dia que fiz 20 e eu tenho certeza que a
indiferença ou pavor que você está sentindo agora vai depender da sua idade.
Como é
curioso o que um número pode fazer com a sua cabeça.
Tão curioso
que precisei de mais de dez minutos para passar da frase acima.
Nosso cérebro
precisa acreditar em algo. O senso de propósito é o que nos dá força para
continuar dia após dia. Vejo o sol nascer pela janela agora e isso me põe a
pensar. A pior pergunta que aprendemos na nossa vida é “pra que?”.
Note que
não é por que. Não nos mata querer encontrar um motivo em alguma ação, isso nos
impulsiona. Mas quando nos indagamos sobre a finalidade de nossos atos, aceite
este conselho, é bom você encontrar uma logo.
Ou às vezes
o que a gente precisa é realmente não encontrar nenhuma. Só assim teremos força
para saber que precisamos ir em frente. “Pra que estou em Goiânia?” Sim, eu sei
a resposta, por isso ainda estou aqui. “Pra que eu me submetia ao emprego que
eu tinha?” Nunca encontrei um propósito e, quando nem a wi-fi grátis era motivo
pra continuar, eu encarei o nada, pois como diz Madonna “não tenho medo do que
vou enfrentar, mas tenho medo de ficar”.
Até o dia
que fiz 25, minha vida foi completa de mudanças de todos os tipos. A cada
aniversário eu era uma pessoa diferente. Não sei se esta fase já acabou (acho
que nunca acaba), mas eu nem sequer tento imaginar como será meu 26º
aniversário.
De uma
coisa eu sei: eu espero por ele desde que tinha 7 anos, afinal vou fazer 26
anos no dia 26 e isso deixa a criança dentro de mim bastante feliz!
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