segunda-feira, 11 de março de 2013

25

E então a gente faz 25.

É estranho, não é? A gente não é adolescente faz tempo, mas ainda não é exatamente adulto. Estou nesse meio do caminho que não consigo entender direito, onde ainda posso dizer que tenho a vida toda pela frente, mas já tenho uma coleção considerável de memórias que me trazem tanto alegria quanto arrependimento.

A aceitação de que tudo tem um fim bate com uma força inexplicável. Os ataques de pânico toda vez que penso que irei um dia fechar os olhos para nunca mais abri-los (espero poder fechá-los) e deixar para trás tudo pelo qual já lutei se cessaram imediatamente simplesmente porque eu já não sou mais tão jovem.

E é isso que faz a diferença, certo? Por mais no meio que esteja, estou mais perto de fazer 30 anos do que estou do dia que fiz 20 e eu tenho certeza que a indiferença ou pavor que você está sentindo agora vai depender da sua idade.

Como é curioso o que um número pode fazer com a sua cabeça.

Tão curioso que precisei de mais de dez minutos para passar da frase acima.

Nosso cérebro precisa acreditar em algo. O senso de propósito é o que nos dá força para continuar dia após dia. Vejo o sol nascer pela janela agora e isso me põe a pensar. A pior pergunta que aprendemos na nossa vida é “pra que?”.

Note que não é por que. Não nos mata querer encontrar um motivo em alguma ação, isso nos impulsiona. Mas quando nos indagamos sobre a finalidade de nossos atos, aceite este conselho, é bom você encontrar uma logo.

Ou às vezes o que a gente precisa é realmente não encontrar nenhuma. Só assim teremos força para saber que precisamos ir em frente. “Pra que estou em Goiânia?” Sim, eu sei a resposta, por isso ainda estou aqui. “Pra que eu me submetia ao emprego que eu tinha?” Nunca encontrei um propósito e, quando nem a wi-fi grátis era motivo pra continuar, eu encarei o nada, pois como diz Madonna “não tenho medo do que vou enfrentar, mas tenho medo de ficar”.

Até o dia que fiz 25, minha vida foi completa de mudanças de todos os tipos. A cada aniversário eu era uma pessoa diferente. Não sei se esta fase já acabou (acho que nunca acaba), mas eu nem sequer tento imaginar como será meu 26º aniversário.

De uma coisa eu sei: eu espero por ele desde que tinha 7 anos, afinal vou fazer 26 anos no dia 26 e isso deixa a criança dentro de mim bastante feliz!

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